Governo reavalia estrutura para defesa cibernética

Sem alarde, o governo brasileiro está promovendo uma guinada no tratamento da segurança cibernética do país. Até aqui, a face mais visível é a implantação de um Centro de Defesa Cibernética a ser comandado pelo Exército com o objetivo de proteger as redes de comunicações, inicialmente das Forças Armadas, mas que deve ser estendida a toda administração pública.

Mas um dos pontos fortes da política é a criação de uma rede nacional de excelência em segurança da informação e criptografia, que vem sendo tratada como Renasic, de forma a integrar pesquisas em universidades, institutos e centros de pesquisa, órgãos governamentais e empresas.

A ideia é fomentar o desenvolvimento de um complexo militar-universitário-empresarial capaz de atuar na fronteira das novas tecnologias e voltado a aplicações de caráter dual – militar e civil. A essência, no entanto, é que a atividade de defesa da informação será tarefa militar, com tratamento de preparação para a guerra cibernética.

Esse processo começou ainda em 2008, com a definição de uma Estratégia Nacional de Defesa que, entre outros pontos, indicou novas áreas de competência para as três Forças. Assim, cabe à Marinha o desenvolvimento nuclear, à Aeronáutica o espacial e ao Exército a proteção do ciberespaço.

 

Por Convergência Digital- Publicado em 12/08/2011

http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=27251&sid=18

Mas a implantação não é simples. Até aqui, as iniciativas de defesa cibernética são essencialmente civis, ainda que parte delas esteja ligada ao Departamento de Segurança da Informação e Comunicações, subordinado ao Gabinete de Segurança Institucional (militar), mas diretamente conectado à Presidência da República.

É preciso lembrar, no entanto, que boa parte da tarefa prática de defesa cibernética é feita pelas estatais de processamento de dados, especialmente pelo Serpro – que liderou, por exemplo, as contramedidas aos ataques a diversos sites de governo sofridos no último mês de junho.

Esse ajuste nas competências de cada um é tarefa em andamento e faz parte das discussões sobre a implementação da nova política, cuja nova rodada se dará em uma reunião do Comitê Gestor de Segurança da Informação, marcada para o dia 17, em Brasília.

A linha é subordinar a Renasic ao Centro de Defesa Cibernética. Pela proposta, essa rede vai formar laboratórios virtuais em criptografia simétrica, técnicas assimétricas, protocolos seguros, técnicas de implementação segura, processamento de alto desempenho, computação e criptografia quântica, gestão de projetos e infraestrutura colaborativa.

A expectativa é que as pesquisas conduzidas levem inclusive ao desenvolvimento de produção nacional, exportável, mas o foco inicial é a formação de recursos humanos. Por isso, a ênfase, ao menos nesta fase, está mais nos programas de formação do que no desenvolvimento de um aparato industrial.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s