Site brasileiro devolve parte do que consumidor gastou em lojas virtuais

Meliuz aplica no e-commerce o conceito de “cash back”, em que uma fração do que foi gasto retorna ao comprador na forma de dinheiro vivo.

Hábito em muitos países, receber de volta parte do que se paga em produtos e serviços – um sistema conhecido como “cash back”, ou dinheiro de volta – pode vir a se tornar mais popular também no Brasil com sites como o Meliuz. No ar desde segunda-feira (12/9), o portal permite que o consumidor tenha o reembolso de uma fração do preço pago em compras na Internet – e que, em alguns casos, pode chegar a 45% (a taxa mínima é de 1,5%).

“Sempre fomos usuários de vários programas de recompensa, mas ficávamos insatisfeitos com o modo com que alguns eram implementados”, afirma Ofli Guimarães, de 26 anos, que fundou o site ao lado de Israel Salmen, de 22. Ambos conheceram-se quando cursavam Economia na Universidade Federal de Minas Gerais e maturaram o plano de negócios enquanto trabalhavam em uma empresa de gestão de investimentos. Um investidor anjo, que mantém sua identidade em sigilo, deu gás ao negócio.

O modelo não é de todo conhecido do consumidor, pois guarda semelhança com o adotado por programas oficiais como o Nota Fiscal Paulista, em que o consumidor recebe parte do valor do imposto pago na compra do produto ou contratação do serviço. A finalidade, contudo, é diferente. Enquanto a meta do governo é aumentar a arrecadação com a emissão de notas fiscais, a das lojas é fazer com que o consumidor volte mais vezes. Iniciativa do governo do estado, a Nota Fiscal Paulista afirma ter 11,7 milhões de cadastrados que receberam até hoje mais de 4,4 bilhões de reais.

Descomplicado
Guimarães conta que o Meliuz foi concebido desde o zero como uma forma descomplicada de “cash back”. Em vez de acumular pontos, o usuário acumula dinheiro. O site não pede envio de comprovação da compra. Não é preciso pagar taxas de adesão, como fazem alguns sites similares no exterior, e o valor mínimo de retirada – 20 reais – também é baixo para os padrões do setor, garantem os sócios. “Para o usuário, é tudo gratuito”, atesta Guimarães.

Quem, então, paga a conta? Uma dica pode estar no tempo necessário para que a restituição apareça na conta do consumidor. Depois que a compra – feita a partir do Meliuz – for fechada, a loja tem 30 dias para confirmá-la, e a liberação do dinheiro poderá levar mais 60 dias. Para viabilizar as transferências de baixo valor, o portal fechou acordos com sete grandes bancos, incluindo Itaú, Bradesco e Banco do Brasil.

Lojas
Em relação às lojas online, o Meliuz nasce com parcerias de peso como Walmart, Compra Fácil, Americanas.com e Submarino. “Muitas aderiram na hora em que apresentamos nosso plano de negócio”, diz Guimarães. Para estimular as lojas, os sócios restringiram a quantidade de parcerias por categoria. Além disso, o site oferece ao consumidor um comparador de preços que vasculha produtos nas lojas e negócios participantes e incentiva a visita descompromissada de curiosos às ofertas do site por meio de um link “Cadastrar depois”, no canto direito da tela inicial.

Para Guimarães e Salmen, a receita já deu certo. A meta de cadastros para o primeiro mês, de 15 mil, vai ser atingida, garantem. Até o fim de 2011 a intenção é ter 100 mil cadastros e, quando o site completar um ano, o faturamento deverá ser de 2 milhões de reais. Boa parte dessa aposta está ancorada no poder de articulação das redes sociais – o login no site pode ser feito a partir de perfis do Facebook, Twitter, Orkut e Google. E, caso um usuário conquiste um novo cadastrado, receberá 10% da comissão pelas compras efetuadas por ele. Isso, os programas de reembolso de notas fiscais não faz.

 

Por IDG Now! – Publicado em 15/09/2011

http://idgnow.uol.com.br/internet/2011/09/15/site-brasileiro-devolve-parte-do-que-consumidor-gastou-em-lojas-virtuais/

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