Google libera primeira versão estável de sua linguagem de programação, a ‘Go’

Objetivo do serviço é oferecer uma rede de desenvolvimento que permita rápidas compilações sem abrir mão da facilidade de uso.

O Google anunciou o lançamento da primeira versão estável de sua linguagem de programação, que recebeu o nome de “Go”. Segundo Andrew Gerrand, engenheiro da empresa, ela funciona para Windows, Mac OS X, Linux e FreeBSD, e uma base inicial de suporte para projetos e aplicações também foi criada.

O objetivo é oferecer uma rede de desenvolvimento que permita rápidas compilações sem abrir mão da facilidade de uso. A companhia disse que já está utilizando a Go em uma série de protótipos internos, o que inclui um servidor que hospeda o site da linguagem, como também novos pacotes para a biblioteca e alguns truques para a organização de itens.

“A prioridade para a Go é a estabilidade. Pessoas que desenvolverem programas com ela podem ter a certeza de que eles funcionarão em muitas plataformas e por muitos anos sem sofrer quaisquer mudanças. Mesmo os autores que escreverem livros sobre a linguagem não precisam se preocupar, pois as explicações e os exemplos ajudarão os leitores por um longo tempo”, declarou Gerrand no blog oficial da Go.

Além disso, Gerrand ressaltou que o primeiro modelo do serviço não chega a ser um grande lançamento, já que há bastante tempo a linguagem vem sendo construída. No entanto, a Go serve como uma estrutura para a forma como essa programação é usada no presente e como um ponto de partida para como será usada no futuro.

A Go é compatível com o Google App Engine SDK, que foi relançado para tirar vantagem dos recursos da nova linguagem. Para mais informações, basta acessar o site golang.org.

Sobre o projeto

Alex Russel, engenheiro do Google, declarou durante a conferência EclipseCon, nos Estados Unidos, que a empresa está trabalhando em uma série de avançadas tecnologias de programação a fim de facilitar o desenvolvimento de aplicativos baseados na web. “Estamos chegando em um momento em que a internet se tornará a plataforma responsável pela integração de diversos componentes”, afirmou.

Russel, que criou o framework Dojo JavaScript e atualmente faz parte da equipe responsável pelo navegador Chrome, confirmou que o Google está coordenando diversos projetos de softwares de desenvolvimento para a web. A ideia é introduzir elementos de controle sem torná-los mais confusos para novatos. Entre os planos da companhia de Mountain View estão o de criar um modelo unificado de componente, acrescentar classes ao JavaScript ou até mesmo elaborar a própria linguagem para aplicações complexas na web.

Como exemplo, Russel mostrou um elemento criado por ele que permite que os comentários do internauta em um site sejam “renderizados” como uma tag, ganhando automaticamente uma formatação ou sendo acompanhado por uma imagem. Com o componente único, o código HTML se tornaria uma subclasse de um ecossistema maior, dispondo assim de novas maneiras de manipulá-lo.

 

Por Olhar Digital – Publicado em 30/03/2012

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