Grupos organizados controlam o cibercrime, revela estudo

Cerca de 80% dos golpes digitais estão ligados a quadrilhas, que estão trazendo para o mundo online técnicas do crime tradicional.

As possibilidades de golpes no mundo online estão gerando uma “quarta era” do crime organizado, que está tendo um grande efeito sobre todas as formas de atividade ilegal no mundo. A conclusão é de um estudo do Centro de Policiamento e Segurança da London Metropolitan University.

De acordo com o estudo, chamado Crime Organizado na Era Digital (PDF), 80% dos cibercrimes estão ligados a quadrilhas organizadas, em sua maioria formadas por jovens (29% deles tem até 25 anos) e homens de meia idade (43% estão acima dos 35 anos), com perfil técnico. A maioria das gangues possui em torno de seis membros, mas há grupos com até uma dúzia de pessoas.

Um quarto dessas gangues começou a operar nos últimos seis meses, e estão transportando para o mundo digital técnicas de crimes tradicionais, como prostituição, drogas, falsificação e roubo.

Os primeiros crimes online incluíam scams (golpes por e-mail) no final dos anos 1990, mas o salto veio com o desenvolvimento da Internet por volta da virada do século. O crime organizado rapidamente pegou carona no potencial de roubo de informações e fraude – algo que virou produção em massa, com a chegada das botnets (redes de micros zumbis) por volta de 2006.

“A atividade criminosa organizada já deixou de ser um aspecto emergente do cibercrime para se tornar uma característica central”, disse Kenny McKenzie, diretor de aplicação da lei da BAE Systems Detica, que encomendou o estudo. “Nosso relatório mostra que mais e mais atividades criminosas agora contam com o mundo online.”

Onda global
O cibercrime pode ser apontado como a quarta Era do crime organizado. Ela chega após o tráfico de drogas global, que começou na década de 1970, o crescimento do mercado negro após a II Guerra Mundial, e o jogo e tráfico de álcool nos EUA da década de 1920, segundo o estudo.

Uma quantia desproporcional de desenvolvimento de software malicioso acontece em países como a Rússia e seus ex-satélites soviéticos e na China. Porém, cada vez mais, criminosos de todo o mundo usam essas ferramentas.

“Para resolver o problema do crime digital e intervir com sucesso, é preciso afastar-se dos modelos tradicionais e entender sobre como as organizações criminosas operam em um contexto digital”, disse o professor John Grieve, do Centro JOhn Grieve de Policiamento e Segurança da Comunidade.

“A pesquisa encontrou evidências de muitos casos em que houve sucesso real no encerramento digitais operações criminosas. O crescimento da economia digital irá inevitavelmente causar um aumento no cibercrime organizado, no entanto isso não precisa ser visto como um problema intransponível”, disse.

Os acadêmicos chegaram às suas conclusões depois de analisar 7 mil fontes documentais, incluindo dados públicos, privados e a chamada ‘documentação cinza’.

 

Por IDG Now! – Publicado em 30/03/2012

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