EUA apontam China como maior criadora de ciberameaças

Por conta de ataques constantes aos sistemas note-americanos, a China tem sido vista como principal e mais temida figura do ciberespaço.

A Comissão dos EUA confirmou o que muitos especialistas já acreditavam: a China se tornou “a maior e mais ameaçadora figura do ciberespaço”. Tudo isso, porque o país bombardeou constantemente os sistemas militares dos EUA e fornecedores de serviços de defesa.

A Comissão de Revisão sobre Segurança e Economia China-EUA programou para liberar no próximo mês o seu relatório anual pelo Congresso. Um esboço do documento obtido pela Bloomberg mostrou o grande número de ataques iniciados a partir da China, o que tornou o país uma das principais preocupações. “Independente da sofisticação, o volume de tentativas de explorações produziu violações bem sucedidas o suficiente para tornar a China a figura mais ameaçadora no ciberespaço”, de acordo com o projeto.
As descobertas da Comissão levantaram a questão de como se defender de tais ataques. O diretor de tecnologia da Damballa, Gunter Ollman, disse que a melhor maneira de reforçar as defesas é fornecedores e outras indústrias compartilharem entre si quando as violações forem descobertas. A Damballa vende tecnologia que tem o objetivo de descobrir malwares implantados com sucesso em sistemos por meio de anomalias em operações.

Ollman é a favor de compartilhar tudo o que se sabe sobre os ataques, agressores e a infraestrutura direcionada. “Esses ataques normalmente não são direcionados a um fornecedor de serviços de defesa em particular”, disse. “Eles são muito mais amplos que isso. Crackers estão testando diferentes portas simultaneamente e o compartilhamento de inteligência pode ser usado como um forte mecanismo de detecção para ajudar a evitar futuras ameaças.”

O compartilhamento de informações entre corporações e o Departamento de Segurança Interna tem sido um assunto de muito debate, devido a questões de privacidade. Por causa da controvérsia, o Congresso ainda precisa aprovar a proposta feita no Cyber Security Act, que daria ao governo acesso a informações em redes corporativas que estão sob ataque.

Por conta do fracasso do Congresso em agir, o presidente Obama está considerando emitir uma ordem executiva para implementar algumas disposições da lei.

Darren Hayes, um especialista em computação forense e segurança e professor na Pace University, diz que a ação do governo é necessária para melhor proteger a propriedade intelectual de empresas norte-americanas, bem como segredos militares e diplomáticos. “Todo mundo está falando sobre isso, mas nenhuma legislação foi posta em prática”, disse Hayes. “Nada significativo, ao meu ver, foi feito.”

Hoje, a maioria dos chineses que ataca serviços militares e sistemas do governo parece destinada a roubar tecnologia ou inteligência, diz o relatório da Bloomberg. No entanto, tudo indica que o cenário pode mudar e os ataques podem se tornar mais destrutivos.

Um relatório da Comissão liberado em março disse que o serviço militar da China, chamado de People’s Liberation Army (PLA), vem se preparando para uma possível guerra cibernética em seus esforços de modernização. “Os líderes do PLA abraçaram a ideia de que um combate bem-sucedido baseia-se na capacidade de exercer controle sobre as informações e sistemas de informação do adversário, muitas vezes preventivamente”, disse o relatório.

 

Por IDG Now! – Publicado em 12/11/2012

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