Ciberespionagem custa cerca de US$ 17 bilhões aos EUA por ano

Relatórios dizem que tentativas de roubo de tecnologia e de informações sigilosas ou classificadas aumentaram 75% entre 2010 e 2011. E a tendência é piorar.

Ciberespionagem não é algo novo. Levando isso em consideração, o relatório do Serviço de Segurança de Defesa (DSS) sobre os esforços dos países estrangeiros em roubar tecnologia dos EUA, propriedade intelectual, segredos comerciais e informações confidenciais pode soar como apenas mais do mesmo.

O diretor da DSS, Stanley Sims, disse que realmente é mais do mesmo – mas o problema é bem maior. E, em alguns casos, a velha tecnologia de ciberespionagem é agora mais sofisticada. O relatório anual da agência “Targeting U.S. Technologies: A Trend Analysis of Reporting from Defense Industry”, disse que os relatórios da indústria sobre tentativas de roubo de tecnologia e de informações sigilosas ou classificadas aumentou 75% desde os anos fiscais de 2010 e 2011.

Enquanto a porcentagem de ataques vindos de diferentes regiões do mundo permanece relativamente estável, “a única estabilidade nos dados é o implacável crescimento dessa tendência”, disse o relatório. “Durante o ano fiscal de 2011, a natureza persistente, penetrante e traiçoeira dessa ameaça se tornou particularmente notável, e o padrão tornou-se ainda mais firmemente estabelecido”, escreveu Sims na introdução do relatório.

O relatório também diz que os criminosos da Ásia Oriental e do Pacífico (que inclui a Austrália, China, Japão, Coreia do Norte e do Sul, Nova Zelândia, Filipinas e Taiwan) estavam particularmente interessados ​​em tecnologia militar e espacial – especificamente em microeletrônicos endurecidos por radiação, memória e outros componentes que foram endurecidos com a intenção de resistir à radiação em voos de grande altitude, operações espaciais e reações nucleares próximas.

Quanto isso custa aos Estados Unidos é difícil de determinar. O site FierceGovernmentIT relatou que, em julho, o FBI estimou que a espionagem econômica custou 13 bilhões de dólares aos cofres americanos durante os primeiros três trimestres do ano fiscal, que se encerrou em 30 de setembro – esse valor chega a 17,3 bilhões de dólares, se considerado um ano completo. Isso é obviamente uma quantidade significativa de dinheiro, mas em uma economia com o produto interno bruto de cerca de 14,6 trilhões, o valor chega a ser insignificante.

Mas o oficial aposentado da inteligência militar e especialista em operações de informações, Joel Harding, disse que acredita que a estimativa do FBI é muito conservadora. “Muitas empresas investem milhões de horas de trabalho em produtos proprietários, apenas para tê-los copiados e roubados por agentes estrangeiros, que podem compartilhar as informações com suas corporações”, disse ele.

“No momento em que a empresa americana concluir o teste final e enviar para produção, um produto estrangeiro pode já estar no mercado a um preço muito mais barato”, disse. “O custo para as empresas americanas é devastador. Ele transcende as ações criminais. Essa é, de fato, uma guerra econômica e estamos sendo duramente atingidos.”

O diretor da Good Harbor Consulting e ex-assessor do senador dos EUA Jay Rockefeller, Jacob Olcott, acrescentou que esse relatório é principalmente sobre informação de segurança nacional de empreiteiros envolvidos com o Departamento de Defesa e não cobre as tendências de espionagem contra empresas norte-americanas no geral, “que é tão importante e menos compreendido”.

 

Por IDG NOw! – Publicado em 19/12/2012

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