Wall Street Journal diz que também foi alvo de hackers chineses

Pouco depois de o New York Times revelar uma extensa campanha de espionagem, o jornal diz que também foi vítima.

O Wall Street Journal disse na quinta-feira (31/1) que tem sido alvo de hackers que tentam monitorar a sua cobertura sobre a China. As informações foram divulgadas menos de um dia após a revelação semelhante do seu concorrente The New York Times.

O jornal, propriedade da News Corp., disse que encerrou a inspeção de seus sistemas de TI na quinta-feira, com o objetivo de reforçar suas redes. “Continuamos a trabalhar em estreita colaboração com as autoridades e especialistas em segurança externos, tomar medidas abrangentes para proteger nossos clientes, funcionários, jornalistas e fontes”, afirmou em um comunicado.

Nos últimos anos, especialistas em segurança descobriram muitos ciberataques que visavam roubar propriedade intelectual ou espionar certos grupos, incluindo organizações não-governamentais e políticos.

As campanhas costumam usar spear-phishing, que consiste no envio de e-mails direcionados a pessoas específicas. Essas mensagens tentam convencê-las a visitar um site malicioso ou abrir um arquivo que instala um software arbitrário em sua máquina. A instalação de um tipo de malware chamado de backdoor permite que crackers silenciosamente roubem informações.

Os ataques são difíceis de identificar, já que malwares personalizados, frequentemente utilizados nesse tipo de ataque, escapam da detecção de softwares de segurança.

Em um artigo sobre o ocorrido, o Wall Street Journal deu poucos detalhes, mas disse que os hackers tiveram acesso a seus sistemas de computador por meio de seu escritório em Pequim, citando fontes anônimas familiarizadas com o incidente. A publicação acredita que as invasões tiveram o “nítido propósito de monitorar a cobertura que o jornal realiza sobre a China”.

O New York Times disse na quarta-feira (30/1) que hackers chineses haviam roubado senhas e ganharam acesso às contas de e-mail de funcionários da empresa. Dois repórteres foram vítimas, um deles escreveu em outubro sobre a exposição das finanças do primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, e sua família.

Depois que a história foi publicada, o Times disse que notou uma atividade de rede consistente com ciberataques ligados ao exército chinês. Com um consultor externo, Mandiant, o jornal identificou 45 códigos maliciosos personalizados hospedados em seus sistemas e informou ao FBI.

O Wall Street Journal disse que a agência tem investigado ciberataques dirigidos a editores por mais de um ano. Um porta-voz do FBI, por sua vez, disse na quinta-feira que a organização não poderia falar sobre o caso.

 

Por IDG Now! – Publicado em 01/02/2013

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