Ciberpactos internacionais podem diminuir o número de malwares, diz MS

Novo relatório analisa a relação entre fatores, como a adoção de banda larga e uso do Facebook, e ataques.

Os países que assinaram acordos internacionais para cibersegurança tendem a ter menos infecções por malware em dispositivos pessoais, de acordo com uma nova pesquisa lançada pela Microsoft.

Os países que assinaram o tratado 2001 Council of Europe Cybercrime (Conselho do Cibercrime na Europa, em tradução) ou o 2004 London Action Plan (Plano de Ação de Londres, em tradução) sobre spam tendem a superar outras nações em uma medida-chave de segurança cibernética, disse o relatório.

Enquanto simplesmente assinar um contrato de cibersegurança internacional não pode ter um impacto sobre as métricas de computadores limpos por quilômetro (ou CCM – Cleaned Computer per Mile), os acordos geralmente vêm com exigências antes que países os assinem, disse o diretor sênior de estratégia de segurança global e diplomacia da Microsoft, Paul Nicholas.

Essas exigências incluem métodos para a cooperação internacional em cibercrimes que “podem ​​evoluir com a mudança do cenário de ameaças”, disse.

Para assinar, os países “tiveram que desenvolver capacidades, mudar leis”, acrescentou Nicholas.

Além dos tratados internacionais, os investigadores encontraram 34 fatores que correspondiam com uma postura de cibersegurança nacional mais forte.

Entre os fatores que se correlacionaram com o baixo número de CCM foram computadores per capita, o uso do Facebook, despesas de saúde por pessoa, penetração da banda larga, e as despesas com investigação e desenvolvimento.

No entanto, a Microsoft e o Instituto de Política de Segurança Nacional da Universidade de George Washington concluíram que esses países com estratégias de defesa para cibersegurança não necessariamente tinham baixas taxas de CCM. “A expressão de doutrinas militares para o ciberespaço é um desenvolvimento novo e está em andamento”, diz o relatório.

Países com os menores CCM, de acordo com o documento, incluem Austrália, China, Japão, Suécia e França. Os EUA, Reino Unido, Rússia, África do Sul, Espanha e Argentina apresentaram taxas ligeiramente mais altas.

Entre os países com índices CCM mais altos estão: Turquia, Egito, Paquistão e Iraque.

A Microsoft, em seu relatório, observou que CCM não é uma medida perfeita da postura de cibersegurança de um país. E um baixo CCM não significa que um país está livre de ciberataques, disse Nicholas. “Você está mais seguro do que estava, mas você ainda não está seguro”, disse. “Certamente, há um monte de coisas dolorosas acontecendo no mundo neste momento.”

 

Por IDG Now! – Publicado em 13/02/2013

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