Comissão sugere hackear e sequestrar computadores de suspeitos de pirataria

A regra é: se você não pode contra eles, infecte-os com malware e bloqueie suas máquinas

Será que os donos de propriedade intelectual deveriam ser autorizados a atacar qualquer um que suspeitam piratear suas criações? Essa foi a questão levantada na semana passada pela Comissão sobre o roubo de propriedade intelectual americana.

Embora a observação da comissão sobre o roubo de IP pela China tenha recebido maior atenção quando divulgou seu relatório de 90 páginas, na semana passada, nas entrelinhas do documento estava uma análise perturbadora dos méritos de operações cibernéticas ofensivas pelos detentores de direitos que, se autorizado, poderia causar danos graves às vidas digitais de muitos consumidores.

A comissão – formada por ex-funcionários do governo dos EUA e militares – está interessada em proteger redes corporativas e do governo contra ladrões de IP, mas alguns de seus pontos de ação, se tornados legais, podem ser facilmente utilizados por grupos como a RIAA e MPAA para intimidar os consumidores.

Ação perigosa
A questão é algo que nos círculos de segurança cibernéticos é conhecida como “defesa de rede ativa”, que tem mais a ver com o ofensivo do que com defensivo. “Quando o roubo de informações valiosas, incluindo a propriedade intelectual, ocorre na velocidade da rede, às vezes, apenas conter a situação até que a aplicação da lei possa se envolver não é um curso totalmente satisfatório de ação”, diz o relatório da Comissão [PDF].

“Embora atualmente não seja permitido pela lei dos EUA”, continuou o relatório, “há cada vez mais chamadas para a criação de um ambiente mais permissivo para a defesa de rede ativa, que permite que empresas não só possam estabilizar a situação, mas possam tomar novas medidas, incluindo a recuperação ativa de informações roubadas, alterá-las dentro das redes do intruso, ou até mesmo destruir a informação dentro de uma rede não autorizada.”

Um exemplo dado é escrever um software projetado para bloquear o computador, se executado por usuários não autorizados. Se você quiser acessar seu computador novamente, você terá que chamar a polícia para um código de desbloqueio. Um ransomware legalizado, em outras palavras.

Os vigilantes das empresas não precisam parar por aí, segundo a comissão. Eles poderiam fotografar os hackers usando as câmeras embutidas no computador do meliante, infectá-los com malware, ou fisicamente desativar o IP do computador do suposto ladrão.

Sem dúvida, alguns detentores de direitos adorariam poder lançar ataques cibernéticos em lugares que dizem ser paraísos online para os ladrões de IP e sua clientela.

Se contra-ataques contra hackers fossem legais, disse a comissão, existem muitas técnicas que as empresas poderiam empregar que causariam sérios danos à capacidade das pessoas que realizam roubo de IP.

“Estes ataques elevariam o custo de suas ações para os ladrões de IP, potencialmente impedindo-os de realizar essas atividades, em primeiro lugar”, disse.

Tenha em mente que, se você tem alguns filmes pirateados ou músicas em seu computador, você pode ser considerado um ladrão de IP e terá que lidar com consequências desagradáveis em seu sistema feitas pelos detentores de direitos – se contra-ataques foram legalizados.

 

Por IDG Now! – Publicado em 30/05/2013

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